“O que aconteceu depois? Nada. Por quê? Não sei, na verdade. Sabe como são esses contatos físicos. A coisa começa de um jeito, meio sem nome, como apenas uma brincadeira, e no fim acaba ficando meio sério porque esse tipo de coisa adulta não deveria ser praticada por duas crianças no quesito “romance”. Não nos apaixonamos, foi isso. Nos demos fantasticamente bem na parte física e mesmo assim decepcionamos nossas almas.”
“Leva apenas um segundo para mudar toda a sua vida. Um segundo para um estranho se tornar seu amigo e um segundo para um amigo virar um desconhecido. Leva apenas um segundo para você se apaixonar e um segundo para essa mágica acabar. Vou guardar todos os meus segundos em silêncio, na esperança de passar todos eles com alguém que saiba que apenas um segundo pode significar uma vida inteira.”
“A base de qualquer relacionamento é o amor. Mas, olha só que curioso, somente o amor não é capaz de sustentar uma relação. Apesar de ele ser forte, é preciso mais. O amor precisa de respeito, admiração, cumplicidade, companheirismo, cuidado, carinho, amizade, tesão, verdade, lealdade, bom humor, parceria. O amor é uma troca bonita. E por vezes dolorida. Mas que dói de um jeito igualmente bonito. O amor não é como nos filmes nem nas novelas. Ele acorda com o cabelo desgrenhado, bafinho de onça e olhos com sujeirinhas. É uma página em branco que nos traz um punhado de certezas. Ele é a resposta para todas as perguntas e traz no bolso reticências. Deve ser para nos mostrar que o próximo capítulo quem escreve somos nós. Um pouco a cada dia.”
“Ela torce secretamente para que tão cedo ele não encontre uma garota “melhor”.”
“Ele é um idiota. Tem um defeitinho aqui e outro ali, que somados, se tornam um baita defeito. É complicado conviver com ele, o tempo todo sendo ele, da pior forma possível. Às vezes é tão ogro que me sinto no próprio filme Shrek, mas tem vezes que do nada ele fala algo fofo e é incrível, porque eu derreto involuntariamente. A gente briga e eu sempre quebro meu orgulho. Ele também quebra, na verdade ele nunca foi bom em cumprir promessas. Na semana passada prometeu que iríamos ao cinema e quando o dia chegou fez birra e disse que estava com uma dor de cabeça horrível. Ele é um completo otário, mas eu sempre fui fã de otários. Não no geral. Eu sempre fui fã desse tipo de otário, o tipo dele. Dele. A voz dele pela manhã é tão preguiçosa que me causa ataque de riso, isso o irrita, eu sei que irrita. Ele é um pedacinho de mim, do meu mundo, sabe? Eu fico tentando imaginar como seria a vida sem ele, e… Fecho os olhos, e assim seria a vida sem ele. Vazia. Quando ele não está, sempre falta algo, qualquer hora e em qualquer lugar. Olho pro lado, não o vejo e isso automaticamente me faz pensar “Droga, eu queria que ele tivesse aqui”. Ele tem um ciúme tão possessivo que me assusta, mas é tão protetor que me fascina. O dono da verdade com a dona da razão, não poderia dar em algo muito bom. E o que a gente tem não é muito bom, é melhor do que isso. Me perguntam se estou ficando louca, se esqueci onde coloquei o meu cérebro, me dizem que ele é o cara mais errado que eu já arrumei. Se for assim, eu amo errar. Tem dias que o som da voz dele me irrita, mas a distância entre nós me machuca. Mesmo quando estamos brigados, eu quero ele aqui. Calado, mas aqui. Ele entrou na minha vida assim, do nada, e ficou. E que não ouse ir embora. Tem algo sobre ele, não sei bem o que é, mas me gruda. Ele me puxa pra si e é impossível se separar. Meu psicológico foi completamente abalado. A gente tem um lema: “Um por todos e você comigo”. E assim a gente leva a vida. Juntos. E, sem sombra de dúvida, o para sempre é pouco demais para nós dois.”